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Como precificar unidades na planta: métodos, estratégias e armadilhas
Equipe Revibe · 14 de outubro de 2025 · 6 min de leitura
O preço de venda das unidades é a variável com maior impacto na TIR de uma incorporação. Uma mudança de 10% no preço médio de venda impacta a TIR em 3–5 pontos percentuais ao ano — muito mais do que uma mudança equivalente no custo de obra. Definir o preço certo antes do lançamento é, portanto, a decisão mais valiosa do processo de incorporação.
Os três métodos de precificação
- Comparativo de mercado: pesquisa de preços por m² de lançamentos concorrentes na mesma microrregião, mesmo padrão e mesma tipologia. É o método mais seguro como âncora de preço, mas exige pesquisa real — não apenas consulta de portais.
- Backward pricing (engenharia reversa): define o preço mínimo que torna o projeto viável (TIR ≥ TMA) e o compara com o mercado. Se o preço mínimo for acima do mercado, o projeto não é viável nas premissas atuais.
- Hedônico simplificado: decompõe o preço em atributos do produto (andar, orientação, vaga dupla, área de lazer) e atribui prêmios a cada atributo. Útil para definir a tabela de preços diferenciada por unidade.
Backward pricing: a lógica que todo incorporador deveria usar
Projeto residencial: 30 unidades de 70 m² em SP. Custo total (terreno + obra + despesas + impostos): R$ 7,0 mi. Para uma TIR de 1,2% a.m. (15,4% a.a.), o VGV mínimo precisa ser de aproximadamente R$ 8,2 mi — ou R$ 273.000 por unidade (R$ 3.900/m²). Se o mercado pratica R$ 4.200/m² na região, há margem de R$ 300/m² — o projeto é viável. Se o mercado pratica R$ 3.500/m², o projeto precisa de alguma otimização de custo ou produto antes de ser lançado.
A armadilha de preços de portal
Portais imobiliários mostram preços pedidos, não preços de venda. Em muitos mercados, o desconto médio entre preço pedido e preço efetivo de contrato é de 8–15%. Usar preços de portal como referência de viabilidade sem aplicar esse desconto superestima o VGV e, consequentemente, a TIR. A pesquisa correta inclui conversar com corretores locais sobre os preços efetivos das transações recentes.
Preço de lançamento vs preço residual
É prática comum lançar com um preço base e reajustá-lo ao longo das vendas conforme a velocidade de absorção. Unidades vendidas no lançamento saem com preço menor; unidades residuais próximas da entrega têm preço maior. Para o estudo de viabilidade, o que importa é o preço médio ponderado por unidade — não o preço de lançamento nem o preço residual isoladamente.
O preço correto não é o maior que o mercado aceita — é o que maximiza VGV × velocidade de vendas. Um preço 10% acima do mercado que reduz a VSO à metade pode resultar em TIR menor do que um preço de mercado com boa velocidade.
Para testar o impacto de diferentes preços de venda na TIR e VPL do projeto, use a análise de sensibilidade da Revibe — ela varia preço e custo de obra numa matriz 2D e mostra em que combinação o projeto deixa de ser viável. Abra o simulador gratuito para começar.
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